terça-feira, 15 de abril de 2008

Me Diz, Qual o Seu Problema, Cara? Pt. 2

Quer saber? É um saco viver assim. Você tem motivos pra estar bem, feliz e com animo, mas não se sente assim. Estou sem vontade de tocar, de desenhar, de ler. Estou péssimo.
Acho que se eu batesse em alguém até sangrar eu iria relaxar. Mas não posso nem bater no meu irmão. Não que eu tenho motivos pra fazer isso, pelo contrario. Ultimamente acho que ele tem sido mais meu amigo que muitos outros.
Estou só me aquecendo, ou se preferir, fazendo uma terapia intensiva na folha do caderno. Daqui a pouco eu começo a me soltar.

Bom... vamos a uma historia sobre a minha vida desastrosa.

3° ano do segundo grau. Sempre aprontei e nunca fui pego. Exceto uma vez, mas isso não vem ao caso. Metade do ano, chega uma aluna nova. A típica garota irritante e chata. Loira, vestida de rosa, bolsinha, voz irritante e nojenta. Até que no meu conceito ela conseguiu ser sair bem. Desde que estivesse longe de mim com aquela voz de gralha. Cheguei a conversar com ela algumas vezes. Bem poucas por sinal. Achava que podia com qualquer um só porque tinha dinheiro e peitos grandes. Sem mencionar algumas tendências bissexuais. Coisas do tipo: selinho em outras garotas, agarrar e passar a mão e coisas mais que a censura e meu bom senso não permitiriam contar. Então, eu notava que ela também gostava de se usar como garantia para outras coisas. Eu não tinha provas. Eram apenas boatos. Até que no fim do não, na festa de despedida da turma, ela ficou com o professor de química. OBS: Ele é casado e tem um filho.
As aulas permaneceram por mais algumas semanas e eu fiquei sabendo disso por mais duas pessoas que tinham visto. Os agarramentos dela com o professor não terminavam dentro da sala. Eu tinha um plano perfeito. Eu precisava de nota em química e ele precisava manter um segredo. Era uma troca justa. Era um ótimo plano, até que minhas duas testemunhas deram pra trás. Desgraçados! Amarelaram! Eu tinha ele no alvo! Eu ia destruir com a vida dele e o emprego dele e ainda ia rebaixar mais ainda a má fama daquela vadia. Eu vi o desgraçado dando as respostas da prova final pra ela do meu lado na hora da prova. Mas eu ainda to devendo pra ele essa. Ele vai ver só. Não vejo a hora de acabar com a vida dele.
Acabou que no fim das contas não pude fazer muita coisa. Ainda rodei na matéria dele.
Meus dois colegas ganharam de presente um esporro do cacete. Mas a parada vai sobrar pra coordenadora do colégio também. Aquela desgraçada me deixou rodar sozinho na cara dura e ainda disse que pode fazer nada. O maldito conselho passou todo mundo da minha turma, menos eu. Como eu queria pegar um por um. No final ainda dizer que a culpa era daquela Psicóloga retardada do colégio que disse que eu era um Sociopata.

Mas tudo isso é coisa do passado. Um passado obscuro e que me persegue até hoje.
Espero que um dia algum outro psiquiatra possa me dar uma analise mais detalhada sobre o que eu sou. “Cara, Qual é o seu Problema?”
Quem sabe eu não faça uma camiseta estampada bem grande: SOCIOPATA!
Quem sabe desse jeito eu me sinta melhor comigo mesmo.

Por Vanrogue

4 comentários:

Lyani disse...

E não sei o que sinto, não sei o que quero sentir, não sei o que penso nem o que sou. {…} Verifico que, tantas vezes alegre, tantas vezes contente, estou sempre triste”

. Fernando Pessoa in O Livro do Desassossego .

Foi a minha citação de ontem.

Lizzie disse...

Acredito que não. Aí a sociedade te isola e te digo: vai ser nada bom.



Beijocas


www.lizziepohlmann.com

John Doe disse...

Sei como é ser taxado de sociopata... acho que só estou num grau menos avançado de loucura, ou quem sabe só um tipo de loucura diferente, mas no final, não somos todos nós loucos de certa forma???

Cíntia Elord disse...

Di boa eu amei tdo ! *-*

cintianacronica !
passa lah!







bezo*