quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Tunel do Tempo...

Sinto muito pela ausência por demais prolongada, mas lhes asseguro que foi inevitavel, e como o motivo da supra citada ainda perciste, estarei e espero que isto lhes agrade, fazendo aqui algumas repostagens de textos escolhidos por vocês, ou por mim se vocês não se manifestarem, então sem mais delongas, fiquem com a crônica escolhida de hoje:

Sexta-feira, 14 de Março de 2008
Ló-Debar

Não pergunte, esqueça as palavras, aqui, elas não são usadas, Sua alma encarcerada numa prisão de silencio, e as pessoas não vão te ajudar, você se escondeu, se afastou, Viveu isolado, sem amigos para compartilhar, hoje a vida cobra seu preço, as pessoas estão lá as mesmas de sempre, as palavras ainda machucam, palavras de maldições ecoando em sua mente, palavras que foram ditas a muito tempo e quem falou já nem se lembra mais, mas você lembra não lembra?

Valorizou suas feridas, prisioneiro de suas próprias fraquesas, Uma pedra dura, cheia de crostas, defesas erguidas contra quem? contra o que? você nem lembra mais lembra? ou será que não quer lembrar, já acostumou com seu refugio ou prisão se prefere assim, é eu sei que prefere, se recusa a adimitir que tem fugido que Ló-Debar(Ló- não Debar-Palavras) é seu exilio que se escondeu no silencio por que lá as palavras não poderiam te machucar, afinal como sentir por aquilo que não pode ser dito?

Os dias passam sem distinção, na cidade do silêncio você chora, chora um choro contido silencioso expremido, fugindo de seu passado e quando levanta e veste outra vez a sua capa, sua capa de fortaleza, você esconde outra vez a criança ferida, tão fraca, aleijada e sem forças, sem forças para gritar, sem forças para exigir, exigir devolta a vida que lhe foi privada, a verdadeira prisioneira, prisioneira de si mesma, vitima de sua propria covardia medonha.

Todas as portas fechadas, ninguém nunca se aproxima, não o bastante...

No silêncio da Alma, vivendo um cárcere camuflado...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

"T"édio...

















Não tem sido facil encontrar tempo para preencher estas linhas, mas como o tempo tem sido o culpado, deixo aqui um texticulo antigo sobre o tema, espero que gostem:

"A monotonia dos minutos que passam por mim a se arrastar, as horas que brincam em Slow Motion, sem se preocupar, a agonia de quem quer ver o tempo voar, e só vê a chuva escorrer pela janela enquando os ponteiros do relogio parecem não se mover, pode ser estranho, mas gosto disso, gosto da sensação quando olho o vidro do quarto desenhado pelas gotas de chuva, gosto de olhar através dela como se olhasse por entre teias, tecidas meticulosamente.

Mas hoje, eu só queria que o tempo corresse, queria que os dias se fossem com pressa e sem respeito aos que cairem pelo caminho, queria que o hoje ficasse de uma vez por todas no passado e usufruir das incertesas do amanhã, apenas com a certeza de ter deixado todas as preocupações e medos para trás. queria viajar nas ondas do tempo pra um futuro solido diferente do mar de incertesas que é o presente."

domingo, 5 de julho de 2009

Amor em Vermelho...

São 3:07 da madrugada de Domingo dia 5 de Julho do ano de 2009, cheguei da praia à algumas horas, fui levar a Namorada em casa, e voltei pras minhas paredes azuis junto com meu bom amigo, companheiro de rabiscos Michel(28Th Street). visitei alguns blogs, comentei em alguns, li e reli alguns textos velhos e empoeirados já quase esquecidos por mim mesmo, lembrei do peso nas minhas palavras, lembrei da rebeldia embutida nas linhas, das frases de impacto quase que estrategicamente inseridas entre um parágrafo e outro, comecei a terminar alguns rabiscos que havia começado e entre um copo e outro de coca, notei que não sou mais um cavaleiro solitário, e apesar de ainda carregar comigo tal titulo, já não mais o mereço, tenho comigo a solidão que só um ser solitário sabe o que é, mas não mais vivo sozinho como fizera no passado, tenho tratado e domesticado o Lobo, na verdade não eu, mas isso fica pra historia, o fato, é que mesmo eu o homem solitário o John Doe, sem nome e sem ninguém encontrou um caminho, achou um lugar que possa chamar de lar.

Eu como bom garoto do mundo da lua, achei que seria o cavaleiro de alguém, que iria montar em meu garanhão negro e tirar minha princesa das garras do dragão e quem sabe viver um Felizes para sempre, quando na verdade, fui eu, o príncipe prisioneiro de minha própria solidão a ser salvo de meu cativeiro pela princesa bela e corajosa, fui tirado da solidão e tive a solidão tirada de dentro de mim, deixei meus dias de tristeza para trás, junto com os títulos que outrora me orgulhei de carregar, para ser somente aquela figura de tempos remotos, o homem apaixonado mesmo sem ter a quem amar, mas que agora era amado e podia amar em troca, e como já ouvi dizer, descobri o maior segredo de todos, a coisa mais importante, que é amar e ser amado em troca...

Hoje vivo um amor vermelho, mas mantenho minhas paredes azuis...

terça-feira, 30 de junho de 2009

Sobre Vozes e Palavras...

Quando as palavras deixam de fazer sentido só te resta uma coisa a fazer.

A dias que vejo uma angustia nascer em meu peito e por mais que eu lute para mantê-la longe para afastar o mal que nasce dentro de mim ele cresce, e quando ele fala é quase como se eu sentisse seu bafo quente tocar meu rosto enquanto suas palavras ecoam por minha mente, "Eu estou chegando" diz a voz que teima em não se calar dentro de mim. Parece loucura eu sei, eu mesmo tenho me questionado sobre a minha sanidade, mas é como um louco atestando a sanidade de outro, quero calar a voz, mas tenho medo, tenho medo de que se ela se calar não haja mais nada para ouvir, tenho medo de que a musica se vá com ela, tenho medo de que se afastar o mau de mim, toda a alegria que se tem projetado em minha vida se dissipe como uma nuvem de verão.

Como vocês dizem mesmo? Há males que são necessários, acho que é isso, queria parar esta loucura tento gritar pra mim mesmo, tento manter o controle de minha mente, projetar minhas idéias sobre a voz, vã tentativa, a voz não é algo que uma simples idéia possa calar, ela ecoa por recantos do meu ser que eu mesmo desconheço, viaja pela imensidão da minha mente plantando o medo a dor a escuridão, tento ouvir a musica, aquela que tocava quando tudo começou, aquela de quando ele ainda estava lá, quando as coisas ainda eram simples, de quando meus sonhos ainda tinham você, tentei lembrar da outra voz, a que com firmeza levava as palavras por suas notas graves e duras, mas carregadas da clareza e simplicidade da vida, da vida que hoje já não tens mais, da vida que te foi tirada cedo demais para mim.

Queria que estivesses aqui, que cantasse pra mim mais uma vez, só mais uma vez, queria lembrar o tom grave da tua voz e esquecer a angustia, cantar contigo a tua musica, mas, não há musica, só me restam palavras escritas a lápis num caderno velho, palavras sem sentido, só... palavras...

sábado, 20 de junho de 2009

Angustia...

Uma palavra, um som, uma sintonia, num momento todos nós vamos dizer...

Minha cabeça pesa lateja, não sei o que é não sei o que fazer sinto um peso a cada instante uma força a me roubar tudo que tenho e quanto mais sinto mais de mim se vai, sinto como se fosse cobrado de mim cada erro, cada falha, cada pecado, minha vida se esvai em partes, e eu tento dizer a mim mesmo, "Reaja!! LUTE!!! Você ainda não morreu, ainda há esperança pra você", mas minha consciência é tímida e fraca demais para provocar qualquer reação, viveu tempo demais apagada, ofuscada pela força dos meus erros, e na escuridão, sozinha e com frio ela pede ajuda, pede por socorro, é só uma criança mas nesse mundo não há clemência nem piedade, nem mesmo para uma criança triste e assustada, Quero abrir minha mente e tirar a dor, arrancar as agulhas que perfuram minha carne e tiram minha força, tirar de mim a lembrança do passado de angustia, esquecer a influencia dos meus erros, esvaziar a mente e deixa a vida seguir, mas não hã força, nem um ser humano é capaz não de verdade, no fundo, todos nós somos criaturas de desejo e por isso perdemos o controle de nossas vidas.

Vejo minha vida seguindo sem rumo, vejo as pessoas ao meu redor sofrendo silenciosamente sem saber do mau que vive dentro deles, o mau que existe entre nós, eu tento explicar, tento mostrar a eles que em algum momento algo deu errado, que as coisas não são como deveriam ser, eu vi com meus olhos o que a humanidade poderia fazer e agora só vejo a dor, o medo, a escuridão.

Eu tenho medo, sei o que devo fazer, mas me roubaram as força me privaram dos meios e só me resta essa fraca e triste voz, só me restam estas palavras e sinto que não é o bastante, quero gritar, chamar por seu nome e deixar que seus braços me tragam pra perto de você outra vez, sentir seu calor me trazer a força outra vez e deixar que sua voz leve minhas palavras pelo vento endereçadas a toda a humanidade, sei que é isso que falta, Uma palavra, um som, uma sintonia a muito esquecida, Seu nome toca meus lábios, as palavras saem numa melodia profunda numa língua esquecida, uma historia é cantada, num momento, todos nós vamos dizer...

domingo, 7 de junho de 2009

Nos olhos do menino...

As notas destonantes ao meu ouvido o mundo em vertentes de vermelho e azul. No quarto o menino deixa que sua mente divague em sonhos, as paredes diminuem e ele brinca de contar as estrelas no céu de mentira no teto do seu quarto, enquanto o céu lá fora, aquele de verdade se fecha numa tempestade já predita pela calmaria antes dela, a cama macia sossega seu corpo e o menino, aquele do céu de mentira, sonha boiar num mar de nuvens enquanto os anjos cantam, em notas destonantes em seus ouvidos.

Quando vemos o mundo pelos olhos da criança, as vezes o mundo ganha novos tons de azul, diferentes daqueles que você via com seus olhos tristes e azuis, as vezes vocês escuta a musica do mundo, aquela do inicio, que toca desde o começo do mundo e que mesmo quando o mundo parou de ouvi-la, ela continuava a ser tocada para que as coisas acontecessem como deveriam acontecer, justamente na sua devida hora em em seu devido lugar, as ironias, as coincidencias, o tempo que passou sem que você percebesse, tudo numa fração de segundo.

Da janela a Lua ilumina um sorriso, enquanto o menino sonha, a musica toca, as cores se misturam e você pensa.

Notas destonantes ao meu ouvido, um mundo visto pelos teus olhos...

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Amor Verdadeiro!!!

A exatamente um ano atrás escrevi este texto com a seguinte nota de rodapé: "já que os comentários diziam que as coisas estavam tristes demais por aqui resolvi inventar um amor, por que não, já que todos sabem que O verdadeiro não é real..."
E agora, um ano depois, preciso me retratar do que disse, pois amor verdadeiro existe sim, e tenho comigo a maior prova disso, e por isso hoje posto novamente esse texto, mas com uma nova Nota de rodapé.

Amor Surreal - 25-05-2008

O Sol invadia o quarto pelas poucas frestas que a persiana deixava na janela, John Coltrane continuava tocando seus solos um após o outro desde a noite passada, o som vindo de todos os cantos do quarto em uma leve onda de melodia, estava frio apesar de tudo e lentamente eu começava a despertar de um sonho de eu e você um sonho onde eu acordava e você ainda dormia ao meu lado, teus lábios tocam os meus e eu desperto, e como num sonho você está lá debruçada em meu peito com seu sorriso a desvendar meus mistérios o mesmo sorriso que quebra todas as minhas defesas, você levanta toda cheia de si andando como que na ponta dos pés, eu peço para que volte digo que ainda é cedo, mas você só sorri.

Você sai e eu logo escuto o som da água que verte no chuveiro, me levanto também olho pro quarto as paredes azuis, a luz entrando pelas janelas, o som ao fundo, não parece real.

Mais tarde você diz que me ama quando o entregador chega com as flores que encomendei um dia antes, e eu digo que te amo enquanto você pula nos meus braços e caímos os dois no chão, o entregador encosta a porta segurando o riso e sai devagar, o quarto se enche de cores e o azul fica mais intenso quando te tenho em meus braços, pode parecer bobeira, mas eu queria que soubesse.

Você levanta de súbito e só então eu escuto a chuva que cai lá fora, você corre até a rua vestindo minha camisa maior do que você, me chamando e sorrindo, eu vejo o mundo em preto e branco fora do meu quarto, mas você me chama e seu sorriso... eu corro até você e me deixo levar o cheiro de terra molhada a chuva descendo sobre nós, não parece real...

As horas passam mas o dia não se vai ele continua hora após hora e em todos os minutos você está ali, num infinito de cores na imensidão das minhas paredes azuis... você está ali...

PS.: Eu Te Amo!!!!